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terça-feira, 23 de novembro de 2010

MANIFESTAÇÃO ARTÍSTICA X ESPAÇO PÚBLICO

As pessoas tem comentado nas rodas de artistas e redes sociais sobre o "absurdo" que é a polícia abordar um artista que resolve fazer apresentação no espaço público, sem qualquer tipo de combinação prévia, num "repente criativo" independente da opinião de quem já esteja ocupando o mesmo espaço público e tenho algumas considerações sobre o assunto que não acompanham o sentimento de injustiça da maioria dos artistas e público tem do assunto. Justifico o porquê:

Vamos pensar diferente então...

Uma Cooperativa de Artistas Iniciantes, se organizaram e vão fazer uma galeria ao ar livre, na esquina democrática. Puxaram dos próprios bolsos dinheiro pra pagar o imposto de uso do espaço, preencheram toda a papelada pra poder fazer sua galeria bem em frente á Prefeitura, ou na frente da rodoviária, estão felizes lá, depois de muito esforço, mostrando sua arte...no meio da mostra, derepente um político ou um vendedor de livros sobe num caixote e começa a gritar poesias pra vender seu livro ou declamar uma lista de feitos políticos que beneficiaram comunidades...um "vendendo" cultura e o outro mostrando serviço...o público que estava visitando a galeria dos artistas cooperativados (e garanto que vários já estavam vendendo quadros ou desenhos), pára de prestar atenção aos artistas e ficam vendo o político vendedor de livros em cima do caixote. Junta um super público - ou porque o livro de poesias é bom ou porque o político parece honesto - tanta gente que o público começa a esbarrar nos quadros dos artistas expostos na praça, um quadro cai no chão... alguns se apoiam nas estruturas da galeria com ameaça de danificá-la...

E agora...vocês acham que isso é natural...ninguém vai se opor ao vendedor de livros ou ao político que surgiu do nada e está tumultuando a feira dos artistas?

E agora...optam pela liberdade de expressão ou pela boa convivência e respeito mútuo?

Se uma das partes não conhece limites e não usa bom senso, seja quem for, manifestação cultural ou não, deve lembrar-se que está em sociedade...liberdade de expressão não deve ser confundido com falta de educação ou falta de respeito ao convívio alheio

Logo, desconfio muito nestes casos de "coitadinhos dos artistas" ou "...olha só que absurdo chamar a polícia para recolher o artista" (e às vezes a polícia só está pedindo informações ou solicitando que o artista cumpra regras de convívio social, mas nos jornais e internet a polícia é mostrada como vilão implacável... também duvido muito dessa "vilania')

É muito fácil se indignar com esse tipo de tolhimento de liberdade, porque é panfletária e romântica, mas na hora de formar realmente um movimento organizado de protesto, onde estão os artistas? Fazer bagunça, qualquer um faz, mas contribuir efetivamente para uma ação que construa junto à sociedade, isso sim é arte e disso tenho visto bem pouco...o que mais vejo é guerra de egos, gente que se torna celebridade a partir deste tipo de notícia de artista coitadinho...pessoalmente, vejo nisso muito mais marketing pessoal do que arte...e se a idéia era mídia espontânea com certeza eles conseguem e bastante né mesmo?!...mais fácil que pagar agência de propaganda pra construir viral...

Aliás, nós artistas deveríamos nos preocupar é com o que existe por trás de uma notícia destas que expõe a classe de artistas como arruaceiros e nos faz perder credibilidade junto à sociedade...nesse ponto, quando tivermos um projeto direitinho de ocupação de espaço público e formos na prefeitura ou num patrocinador pedir apoio, o que eles vão se lembrar é que somos uns doidos que ficam fazendo baderna pela rua e dai, vupt, não ganhamos patrocínio nem apoio...

Lindo essa liberdade né?! Fazemos o que queremos e onde quisermos e teremos justa retribuição social daqueles a quem não respeitamos e passamos por cima com nossa liberdade artística...

Liberdade de expressão pra mim não é isso e lamento muito o deserviço que estes artistas equivocados fazem pra sociedade e pra própria classe...

Mas enfim...isso é só uma opinião de quem está na luta junto com todos os artistas e por isso mesmo temo por "esse tipo de manifestação artística" e se for por optar por lutar por algo, acho que os artistas devem se mobilizar sim, e muito, a começar por fazer valer sua existência como grupo organizado e articulado com a sociedade e não atropelando-a.

Boas sortes pra nós
Gaby Benedyct
Artista e Agente Cultural

Este texto acima é de autoria da artista Gaby Benedyct. É uma reflexão sobre fato recente, o qual eu concordo plenamente com sua exposição.  Para tanto, pedi sua autorização para publicá-lo. Gaby, gentilmente cedeu. 

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Festipoa Literária vence o Prêmio Fato Literário 2010



Foi com muita alegria e vibração que recebemos a notícia de que Fernando Ramos foi um dos vencedores do Fato Literário de 2010.

Muito justo!!! Um batalhador. É dele e, somente dele. Começou a organizar a FestiPoa Literária em 2008. Na época, já era dele o Jornal Vaia. Publicação voltada para a literatura e a arte.

Além da Festipoa, Aldyr Schlee e a Ong Cirandar também venceram, pelo júri oficial.

O que é o Prêmio Fato Literário:

O Prêmio Fato Literário, uma iniciativa do Grupo RBS com apoio da Caixa Econômica Federal, acontece anualmente desde 2003, ao término da Feira do Livro de Porto Alegre.

Quando foi:
A premiação deste ano ocorreu nesta segunda-feira, 15 de Novembro, às 18h, no Clube do Comércio, em Porto Alegre

Premiação:
O escolhido por votação popular recebeu o prêmio de R$ 10 mil e cada um dos escolhidos pelo júri oficial recebeu R$ 20 mil.

FestiPoa Literária:
Vencedor da categoria júri popular, a Festipoa Literária é uma série de conferências, leituras, palestras, saraus e espetáculos artísticos gratuitos que homenageia anualmente um nome da literatura do Estado. Coordenador do projeto, Fernando Ramos, se mostrou surpreso com a expressiva votação:

— É um reconhecimento, óbvio, a um trabalho que está apenas começando. Ganhar o voto popular foi inusitado porque nem me dediquei a fazer camapnha. Fui um anticandidato, mas o reconhecimento da comunidade intelectual pode ter gerado uma corrente de simpatia e apoio que levou as pessoas a votar e a divulgar por conta própria — afirmou.

O que significa:
O prêmio presta reconhecimento e premia a instituição, personalidade, obra ou evento que, por sua qualidade e relevância, tenha se destacado e marcado fortemente o cenário da literatura no Rio Grande do Sul.

Composição de Júri:
A cada edição os premiados são escolhidos por um júri oficial (formado por escritores, jornalistas, representantes de entidades ligadas ao meio literário e membros da comunidade cultural gaúcha) e pelo júri popular (comunidade em geral), por cupons e internet.

A votação popular ocorreu no estande do Grupo RBS, na Feira do Livro de Porto Alegre, de 29 de outubro a 11 de novembro. Pelo site, a votação aconteceu do dia 25 de outubro às 23h59min do dia 11 de novembro.


 

domingo, 31 de outubro de 2010

Sessão de autógrafos de Antônio Carlos de Azambuja

Dia: 08/10/2010

Hora: 18:00

Local: Memorial do RS - Térreo - Sessões de Autógrafos

Participantes: OAB autografa

Obra: Patrimoniais e outras Obrigações Internas das Associações sócio-desportivas - Reflexos no Projeto Arena do Grêmio

Editora: Editora Fabris
 

Sobre o autor Antônio Carlos de Azambuja

Antonio Carlos Azambuja é advogado em Porto Alegre, capital do Estado do Rio Grande do Sul.
Formado em 1966, já a partir da colocação de grau dedicou-se ao exercício de funções profissionais ligadas, ao então, recém-nascido Sistema Financeiro de Habitação, cujo desenvolvimento acompanhou por largo tempo, justamente na época de seu florescimento.
Assessor Jurídico do Grupo Financeiro Crefisul na área de financiamentos hipotecários transferiu-se, daí, para o grupo gaúcho Martins, Gueller & Fantoni - Maguefa (construção civil), Então associado ao antigo Montepio da Família Militar E Associação Dos Profissionais Liberais do Brasil - Aplub. Por cerca de meia dúzia de anos, ocupou o cargo de Executivo Operacional das Empresas de Crédito Imobiliário daquele Conglomerado, Província e Banmércio, depois Sulbrasileiro S/a. Nessa época, ainda, exerceu as funções de administrador e membro do Conselho de Administração da Apesul, em 1976. Afastou-se daquelas empresas, fundando a sua própria, de construção civil. Voltou, a partir de 1983, a exercer a profissão de advogado, á qual se dedica até hoje.
A essa bagagem de experiência de natureza empresarial, como financiador e financiado, agregou ao longo dos últimos trinta e cinco anos, os quais militou no Conselho Deliberativo de uma das maiores corporações desportivas do Brasil, suficientes conhecimentos sobre as realidades do desporto profissional neste país, tanto no seu lado público quanto no privado. Nessa condição, testemunhou o rito de passagem da antiga ordem legal, inspirada no modelo político pretérito À Carta Magna, de 1988 - Por, isso autocrática, intervencionista e usurpativa - para a atual,estribada nos princípios da livre iniciativa, do risco negocial e da autonomia de organização e funcionamento das entidades componentes desse mundo específico.